terça-feira, 19 de março de 2013

Morrigan - Entre a Guerra e o Amor


Hoje é Dia de Morrigan, 19 de março. E como essa é minha Deusa regente e protetora, minha matrona, resolvi postar a história dela condensada, resumida e bem explicada para vocês. Espero que aprovem. Feliz Morrigan's Esbbath!

(Parte das informações passadas nesse artigo, foram coletadas da tradição oral da família Wingates - irlandesa - e passadas a mim quando tive contato com essa família em 2009-2011. Como antropólogo que também sou, dou muito valor a tradição oral e aos contos "modernos". Mas reconhecendo haver outras interpretações mais comuns - escritas -, deixo links abaixo para outras publicações sobre essa mesma Deusa)


Morrigan (nome derivado do gaélico Mor Rioagham – Grande Rainha, mas também conhecida como Rainha Fantasma por suas aparições em cemitérios e por sua relação com a morte e a guerra – como ser sempre vista limpando em um rio o corpo dos dignos mortos em combate) é uma das mais famosas Deusas celtas, presente nos mitos dos Tuatha dé Danann, descendente da grande matriarca e Deusa do povo celta Danann. Muito associada e visualizada com suas irmãs Badbh e Macha e que juntas compõem a Deusa Tríplice Morrigù (ou The Morrigan, ou ainda Morrignas). 

Os principais símbolos de Morrigan são o corvo, o escudo e a espada e a cruz celta. Conhecida por ser a destemida Deusa da Guerra e da Morte. Morrigan compõe a tríplice celta equivalente as Lâmias gregas (no caso de Morrigan, associada a Alecto). Morrigù é a Tríplice responsável pela condução das batalhas e pela morte. Também é o Juiz (Macha), o Júri (Morrigan) e o Carrasco (Badbh) de todas as coisas. É ela quem julga o merecimento ou não e qual as consequências dos atos de cada um, principalmente aqueles que acontecem em batalha. 

Desse modo, ao contrário de sua irmã Badbh, Morrigan está associada sim a guerra e a morte, mas aos seus lados positivos, derivados do bom merecimento, da honra e do descanso. Suas regências nos ensinam a merecermos sempre o que conquistamos, mas também a sermos humildes o suficiente para sabermos pedir ajuda. 

Por outro lado, Morrigan também está ligada aos impulsos – principalmente os sexuais –, a vingança. Mas assim como em seu mito, ela nos ensina a controlar nossos lados mais perversos para, sim, saber usá-los com perspicácia e sabedoria. Há o momento certo para todas as coisas, e para todos os sentimentos. 

Existem várias versões das lendas que envolvem essa Deusa, uma vez que sua história só foi de fato escrita por clérigos no século IXdEC. Chegar de fato a mitologia base é difícil e tem sido tarefa quase impossível. Entretanto, o que muito sobreviveu, principalmente nos ditos irlandeses e na relação desse povo com essa Deusa nos levam a uma possível história resumida. 

Morrigan era uma jovem muito bela, mas profundamente tímida. De longos cabelos negros, olhos tão escuros quanto uma noite sem luar, e a pele branca como a lua plena, lábios vermelhos como sangue arrancado no ardor de uma batalha. Era bem sedutora, mas muito quieta e tímida socialmente – o que se destacava como um paradoxo com seu comportamento em batalha. 

Filha do rei Ernmas, irmã de mias velha de Badbh e mais nova de Macha. Morrigan havia sido agraciada com o dom da visão, da profecia. Sempre vista de sua mentora e irmã Macha em oposição a sua irmã Badbh que se deleitava com os soldados vitoriosos de batalha. Era muito comum o ditado: “com Morrigan do lado não há derrota”. Além de prever os acontecimentos com exatidão, Morrigan era mais do que habilidosa em guerra, ia para o campo de batalha armada até os dentes, destemida, forte e imponente. Avançava sempre a frente do exército e, muitas vezes, com apenas um grito fazia exércitos inteiros recuarem. Nunca foi ferida em combate e sempre se preocupava em dar dignidade aos mortos, mesmo que fossem rivais, lavando seus corpos nos rios para que suas almas seguissem em paz. 

A parte principal de sua lenda se passa junto a guerra contra os Fomorianos, povo conhecido por sua tirania e crueldade já antes relatado em outras sagas deísticas celtas (Lugh, Nuada). Esse povo, característico por ser um grande rival não só dos Tuatha dé Danann como uma ameaça a manutenção da tradição e da ordem celta sobre o Alto Império – cuja sede na época pertencia aos Tuatha dé Danann. 

Ao final da épica batalha com Fomorianos segue uma cena não menos espetacular de Morrigan e sua irmã Badbh correndo juntas para proclamar aos quatro cantos a vitória dos Tuatha Dé Danann, gritando para tanto do cume das montanhas mais altas da Irlanda. 

Voltando a Tara (capital do reino dos Tuatha Dé Danann) Badb como uma menestrel improvisada , fortemente tão emocionada quanto inspirada pela importância daquele momento na vida de todos dananianos , cantou uma canção que assim começava e cujo o resto da letra se perdeu na poeira da história: 

“Paz sobe aos céus, 
Os céus descem a terra, 
Terra mora sob os céus, 
Todos são fortes...” 

Morrigan permanecia quieta ouvindo a bela canção de sua irmã, porém, enquanto todos eram só sorrisos transparecia um ar sombrio estampado na sua face que aos poucos atraiu atenção de todos ao ponto de cessarem suas celebrações para ver o que acontecia ali. 

Voltou a reinar um silêncio sepulcral entre os danannianos, sem que ninguém tivesse coragem de perguntar a Morrigan o que acontecia, quando sem aviso prévio a Grande Rainha em olhos marejados e voz embargada anunciou que teve uma visão sobre o que reservava o futuro para os Tuatha dé Danann. 

Na profecia Morrigan via o fim iminente da Era Divina dos Tuatha Dé Danann e o inicio de um tempo de miséria sem fim com mulheres sem pudor, homens sem força, velhos sem a sabedoria da idade e jovens sem respeito pelas tradições. Um era de injustiça, líderes cruéis, traição e sem nenhuma virtude! Um tempo onde haveria árvores sem frutos e mares sem peixes onde a Mãe Natureza só ofertaria um maná de veneno como alimento aos seres vivos! Esta era a chegada da Era dos Homens, do nosso mundo. 

Após esse ato preocupante, segue a passagem em que a tribo celta de Brainn desafiou os Tuatha dé Danann quanto ao controle do Alto Império, cuja sede, desde os tempos danannianos pertencia a esse povo, herdeiro não só por direito como sanguíneo da Deusa Danann. Novamente a tribo se preparou para a próxima batalha, destemidos, pois tinham entre os seus Morrigan, a invencível. 

Entretanto, a outra tribo também tinha um grandioso herói de guerra (a nível do Hércules grego), CùChulainn, conhecido por derrotar o temido cão de Culann (de onde herdou seu nome), filho possível do Deus Lugh com Deichtire ou, talvez de seu marido mortal, Sualtam e sobrinho do rei Conchobar mac Ness. 

Conhecido por sua bravura e igual destemor a guerra poderia sim ser de igual para igual. Porém, durante os preparativos, Morrigan e CùChulainn se apaixonaram. Fator que foi escondido pelos dois durante quase todo o tempo para que fosse revelado apenas no momento certo, evitando a batalha e unindo as tribos. 

O fato só não aconteceu, pois – e aqui falamos de uma versão da lenda –, sua irmã Badbh, enciumada, e achando desleal e errado ver Morrigan se relacionar com um inimigo, armou para separá-los. A outra versão fala que Badbh fez o que fez pois sonhava em se tornar rainha no lugar da irmã, vendo na batalha a única chance de Morrigan ser deposta do trono, a morte. O que fica fixo na lenda é a armação da caçula. Pelo que aparenta, Badbh criou a mais poderosa poção do amor já existente, conhecida como a Poção de Brainn (por ter dado a vitória a tribo). Essa poção destorceu e ocultou o amor de CùChulainn por Morrigan e o fez ficar obcecado por Badbh. Com isso, a batalha acabou por acontecer. 

Em batalha, Morrigan viu seu amado sendo gravemente ferido e isso deu a ela a primeira e única visão sobre o passado, na qual ela descobriu a armação de sua irmã. Possessa e cheia de raiva e ódio, ela arrancou de si todas as forças e matou todos no campo de batalha, amigo e inimigo. E depois se prestou a cuidar do amado. Mas a poção não perdeu seu efeito, mesmo com a morte de sua irmã, o que fez com que ele a rejeitasse constantemente. Então, como em seu último suspiro o herói não foi capaz de se lembrar de seu verdadeiro amor, Morrigan amaldiçoou seu espírito a vagar e a reencarnar eternamente, sem descanso, até que se lembrasse dela e do amor que sentiu por ela. Concomitante, ela se pôs a peregrinar pelos cemitérios e campos, ensinando as pessoas sobre o sofrimento, a morte, o amor e a magia. 

A tribo de Brainn herdou o trono e sequencialmente ele passou para Caer Nuada (Londres), onde se manteve praticamente até hoje. 

Dentro dessa linha podemos ver todas as regências da Deusa, assim como podemos entender que sua regência não é perversa nem muito menos negativa. Como punição por seu ato impulsivo, Morrigan se abdicou do trono que te era por direito, dando início a sua previsão: a Era dos Homens, já que o Povo dos Deuses (Tuatha dé Danann) perdera o poder. Paralelo ao peregrinar ela não mais era conhecida como uma Grande Rainha, mas sim como uma peregrina que habitava cemitérios, florestas e campos de batalhas. Também ficou famosa por seu apetite sexual insaciável, e por sua solidão frente ao amor (sempre a espera de seu amado). Se prestou a ajudar, orientar e conduzir as pessoas como consequência e pagamento por seu ato impulsivo e desleal, para que pudesse em sua morte e deificação encontrar dignidade e honra. 

É assim que a Deusa nos ensina a controlar nosso lado sombrio e a saber usá-lo. Bem como, se torna padroeira da morte, da vingança, dos amores – principalmente os impossíveis –, do sacerdócio e da magia. 

Em sua peregrinação Morrigan assume uma conduta tida por alguns como drástica, por outros como libertadora: ela passa a ensinar as pessoas a lutarem suas próprias batalhas, dando as armas certas a elas, mas sem guerrear pela pessoa, ensinando a meritocracia como um valor irrefutável da vida de qualquer um. 

Como Deusa, ela se tornou a regente do mundo da morte, senhora dos cemitérios e a responsável por conduzir os espíritos por entre os mundos, coordenando todos os seres relativos a esse lado sombrio que é a morte e seu mundo. Também é conhecida por ser a madrinha das guerras, escolhendo sempre o lado de maior justiça para ganhá-la, não com vitória, mas com dignidade, mesmo que conquistada póstuma. E ficou principalmente conhecida por ajudar as pessoas que dela precisam de ajuda, com conselhos, testes e desafios (ensinando que o sofrimento é um caminho para a felicidade), também oferecendo sua proteção incondicional para aqueles que merecem e também famosa por castigar aqueles que perdem sua dignidade até que a recuperem ou se vingar daqueles que considera como seus. 

Geniosa e exigente, o relacionamento com essa Deusa muito lembra o relacionamento com uma amiga muito íntima, cheio de idas e vindas, mas sempre forte e indestrutível, baseado na codependência. Porém, muito nobre, essa Deusa espera sempre receber o convite para agir ou mesmo para se aproximar. Em geral ela é muito direta, objetiva e enfática, mas quando a situação pede, ela também sabe ser carinhosa e compreensiva.

11 comentários:

  1. Eu sabia pouco sobre ela, fiquei fascinada.
    Parabéns, seu blog é show! =)
    Beijos.

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    1. Oi Tainá! Fico feliz que tenha gostado! Obrigado. Continue acompanhando o Blog, você é sempre bem vinda... Eu dou umas sumidas por falta de tempo mesmo, porque ideias e assuntos não acabam!

      Beijos.

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  2. Oi, gostaria de saber qual a fonte que conta que as irmãs se traíram, sempre li em algumas fontes que talvez elas até fossem a mesma divindade, fiquei curiosa.Obrigada

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    1. [minha resposta ficou muito grande, por isso irei reparticioná-la]

      Olá Luciana. Então, parto de duas fontes: a primeira é o livro: CAMERON, Averil & HUHRT, Amélie. "Images of woman in Antiquity". Londres: Routledge, 1993. A segunda e principal fonte é a cultura nativa. Socialmente, sou antropólogo e, como tal, dou muita importância a cultura nativa e oral.

      Assim sendo, tenho contatos com a família Wingates na Irlanda e contato com um estudante de história da Wates University. Na Irlanda, muitas dessas histórias continuam a ser contadas e recontadas o tempo todo, como contos de fadas - assim como eles ainda falam o irlandês (chamado de gaélico). Logicamente que muitas dessas histórias são alteradas com o tempo e com as inúmeras recontagens. Mas os celtas eram um povo de transição oral, fato esse que faz muitos arqueólogos, historiadores e antropólogos terem dificuldades nas compreensões e comprovações de seus achados... Contudo, a validação de muitas pesquisas se dá justamente na interlocução entre o oral vivo hoje e os achados arqueológicos. Uma vez que tudo o que tem escrito sobre os celtas e pelos celtas já é posterior ao início da cristianização quando, de acordo com historiadores (incluo aqui os modernos Jeffrey B. Russell e Brooks Alexander), os celtas perderam grande parte de sua cultura original, fundindo seus mitos e lendas com elementos cristãos, até termos o que encontramos hoje no Mabinogion, por exemplo.

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    2. [parte 2]

      Então, entender a real cultura celta é um esforço muito grande e acho que chegar ao resultado de 100% é impossível, também pelo fato de que os celtas assimilavam outras culturas, como mostra sua expansão pela Europa (um livro brasileiro mostra isso wiccanamente, hehe, mas se vc retirar os elementos da Wicca ele é bem verídico já que as fontes da autora foram acadêmicas: históricas e arqueológicas. O livro é "Bruxas", da Lady Miriam Balck). Essas culturas assimiladas pelos celtas, tinham seu estilo de vida mantidos e protegidos pelos dominadores, motivo pelo qual a cultura celta é tão polissêmica. Dessa forma, o que quero dizer, é que existem muitas maneiras de contar a mesma história, e para os celtas inclusive, elas estão certas. Dana era chamada de Ana na Escócia, de Don na Gália. Em alguns contos ela é uma artesã, em outros ela é uma rainha, e em alguns ela é uma sacerdotisa. Mas todos mantém a mesma essência: Deusa da fertilidade, das chuvas, da terra, considerada matriarca celta.

      Os contos de Morrigan não são diferentes (e existem mais de um conto e mais de uma passagem sobre ela. Ela é retratada em várias histórias celtas). Eu segui a linha do conto oral da família Wingates e busque elementos de comprovação da essência dessa Deusa em vários outros contos. Mas esse post é deveras pontual, não retrata tudo sobre essa Deusa. Eu sou, inclusive, honrado a Ela e estou em constante pesquisa e conexão. Quanto ao que refere as irmãs... Bem, sim e não. Houve sim uma traição e a tribo de Brainn seria a "capital" dos povos Fomarianos (eternos rivais celtas, que só são derrotados pela engenhosidade de Lugh). E vamos falando ponto por ponto. Os celtas acreditava em várias divindades trívias (que seriam como uma fusão de três deuses em um só), como exemplos disso temos Cailleach, Brigit e Morrigù ou Morrigna. E aí chegamos no ponto em que a maioria se confunde: Morrigù e Morrigna são completamente diferentes de Morrigan. Morrigan seria uma parte dessa Deusa Tríplice chamada de Morrigù ou Morrigna (trocando o "ng" por "gn"), assim como suas duas irmãs: Macha e Badbh. As três juntas, ou seja Morrigù ou Morrigna, seriam equivalentes às Lâmias gregas, responsável pela punição, morte e condução para o Outro Mundo. Poderíamos entender que Morrigan seria o Juri, Macha o Juiz e Badbh o Carrasco de todas as coisas. E juntas elas seriam a Justiça (Morrigù ou Morrigna). Assim elas não são e são ao mesmo tempo uma só. Por fim, a traição de Badbh não tira ou abala toda essa construção arquética, por uma razão simples: Macha simboliza a mediação e a conciliação; Morrigan é a guerra pelo princípio justo, é a morte honrada, a restituição do que foi tirado; Badbh é a vingança, a guerra por ambição, a vaidade negativa, a morte desonrosa. Por isso inclusive, muitas pessoas confundem Badbh com Morrigan, elas são extremamente parecidas, mas completamente diferentes em frequência, por assim dizer, são os equivalentes opostos, enquanto Macha é o equilíbrio. Tanto que no arquétipo moderno da Jovem, Mãe e Anciã, Morrigan seria a Anciã (em arquétipo não em idade), Badbh a Jovem e Macha a Mãe.

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    3. [parte 3 - final]

      Para finalizar, os contos e mitos celtas são ainda mais complexos. Pois ao mesmo passo que, em várias lendas e contos, Macha aparece como irmã de Morrigan, em muitos outros ela é personagem principal e separada completamente das irmãs, como o caso do Conto Irlandês dos Dois Gêmeos que seriam filhos de Macha, a senhora dos cavalos. Ou de contos ainda anteriores à chegada celta a Irlanda, de povos ainda mais primitivos. O que faz vários estudiosos suporem que Macha era uma Deusa ainda mais antiga do que os Celtas e que foi absorvida por eles. Isso não é anormal no mundo antigo. Historiadores e arqueólogos apontam para a probabilidade de três Deuses gregos serem, na verdade, Deuses de outros povos, incorporados pelos gregos: Zeus, como possivelmente sendo uma incorporação do Deus Drácio Sabazius; Atena, como sendo uma incorporação de uma possível Deusa árabe muito antiga; e Apollo, como sendo uma possível incorporação do Deus Cela Lugh.

      Então, minha querida, não to buscando em nenhum momento ter a verdade em mãos, pois ser Politeísta é isso: acreditar em mais de uma verdade, sendo todas legítimas. E sei que existirão muitas lendas próximas e diferentes sobre vários Deuses dos que posto aqui. Mas estou sempre aberto a dúvidas, sugestões e críticas cordiais, afinal crescemos muito com o diálogo, seja afirmativo ou contraditório.

      Paz e Bênçãos!

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  3. Contato com a familia Wingates na irlanda?

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    1. Bom dia Tibianus. Sim. Tive a honra de há 5 anos atrás conhecer um garoto de família Irlandesa, da família Wingates. Depois de um tempo, nos separamos mas ainda mantive certo contato com a família dele e ele. Esse conto foi me passado na época em que estávamos em pleno contato. E hoje, eu mantenho contato com Gerard, um estudante de História da Wates University, que estuda mitos e folclores celtas. Gerard, disse que há muitas interpretações modernas dos contos antigos sendo ditas e recontadas na Irlanda. Como antropólogo que sou, isso é sim plausível e valorável. Já que os Celtas antigos valorizavam a cultura oral. Mas não abstém pesquisas. Tenho um outro post sobre Morrigan, com data idêntica a publicação desses, de cume mais investigativo. Ambas as fontes tem seu valor, o oral é a cultura viva, o que ainda vive dos celtas antigos no modelo cristianizado da Irlanda e afins. A outra é remontar, entender e reconstruir o passado. E assim sendo, se cria uma multiplicidade de fatores e mitos muito grandes e linda. Pois, nme o celtas eram uma unidadade 100% idêntica, seus vários povos eram bem livres e com interpretações diferentes entre si, o que deixa historiadores com dificuldade em definir quem eram os Celtas, e aí abordagens escolhidas o fazem pela língua, pelas mitologias ou pela genética; mas cada abordagem vai delimitar os celtas em espaços diferentes da Europa. Por isso, tenho uma base investigativa de leitura de textos históricos acadêmicos e confiáveis e outra que busco a cultura viva sobre aquele mito do passado. No início da postagem tem o link para a outra postagem de Morrigan, mas estou repassando aqui para você: http://munditempus.blogspot.com.br/2012/03/morrigan-deusa-da-guerra.html

      Paz e Bênçãos!

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  4. Olá, só queria deixar meu muito obrigado, adorei a materia, muito bem feita, facil de compreender, realmente gostei muito. Gostaria que se possivel, me indicassem alguns livros para que eu possa me aprofundar mais na mitologia e especificamente em Morigan <3 obrigado haha

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  5. Olá, só queria deixar meu muito obrigado, adorei a materia, muito bem feita, facil de compreender, realmente gostei muito. Gostaria que se possivel, me indicassem alguns livros para que eu possa me aprofundar mais na mitologia e especificamente em Morigan <3 obrigado haha

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    1. Wesley, mil desculpas pela demora... Não sei porque não chegaram notificações de seus comentários em meu e-mail... Fico feliz que tenha gostado.. Essa publicação veio de ledas orais me contadas pela família Wingates. Mas posso te passar mais coisas a respeito dessa Deusa linda. Me contacte por e-mail? avillysdavalon@gmail.com

      O tempo tarda, mas sabe a hora certa. Mais uma vez, desculpas pela demora...

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