quinta-feira, 19 de julho de 2012

Lughnasadh Sabbath

Link

Esse é o sétimo Sabbath da Roda do Ano que se inicia em Samhain. Sua regência são as colheitas, sejam terrenas, representadas pela colheita do trigo, ou sejam pessoais, representadas pelas conquistas e resultados daquilo que batalhamos durante o ano. A plenitude de Litha nos permitiu viver e revitalizarmos para colhermos o que plantamos e arcarmos com as consequências das jornadas que escolhemos. Esse é o "acerto de contas", o momento em que realmente colhemos o que semeamos em Imbolc. Mas a Terra também nos presenteia com a Luz e a força que rege esse momento, muito relacionados a jogos, competições, desafios, sobretudo físicos. Ainda é momento de festejar!


Lughnasadh ou Lammas: Comemorado em 03 de agosto, é o festival da festa, dos jogos, da fartura e da colheita; é a grande olimpíada dos Sabbats. Tudo ainda é pleno e a terra produz em abundância, momento de se provar seus dotes, físicos, mentais, medicinais, mágicos, e por aí vai, por isso é o período das grandes festas, banquetes e competições – de todos os tipos. Contudo, há, permeado por tudo isso, o anúncio de que tudo deverá acabar futuramente.



Lughnasadh acaba por ser um festival literalmente festivo, cheio de jogos, comidas, músicas... Sua plenitude está em celebrar o que se conquistou pois sabemos que logo devemos estar preparados para o recomeço. Após esse tempo será o momento de novamente voltarmos ao trabalho e mantermo-nos sólidos e vivos. Esse festival recebe, portanto, o nome do Deus celta Lugh, bardo, músico, poeta, artista, médico, e Deus do Sol, portador da Lança da Luz, a personificação da vitória matinal da Luz sobre as Trevas.

É desse modo que a celebração desse dia se rege. Lugh é um guerreiro astuto e brilhante, inteligente, divertido e cheio de qualidades. Ele possuí quase todos os dons que importam na vida, é o Deus da vitória, aquele que jamais perde em combate, e estimula a todos a vencerem em seus desafios, é o Deus responsável pelo Sol que germina o grão e possibilita a colheita, é Ele quem nos inspira a compor, dançar e cantar, e também é ele que nos ensina a arte de curar e cuidar uns dos outros.

Mas Lugh também passou por muitos desafios em seu mito para poder alertar os danannianos da ameaça formariana; e só venceu o último desafio, quando teve de convencer ao porteiro da tribo a deixá-lo entrar sem usar força, o que poderia colocá-lo na balança negativa com os danannianos; sem revelar sua verdadeira identidade, pois destruiria seu propósito; e, principalmente, sem falar de suas intenções, pois levantaria suspeita nos formarianos prontos para o ataque. Assim Lugh, após vencer desafios de todos os tipos: físicos, mentais, artísticos; nos ensina a máxima: nem toda guerra se vence na luta, muitas delas se vence na confiança e no dom de conquistá-la pelo que temos de melhor... Sendo esse o ponto que toca nesse festival: é hora de colhermos o resultado (a vitória) de nossa luta durante esse ano, portanto, somos desafiados pela última vez a fim de terminarmos com êxito ou botarmos tudo a perder, a escolha será nossa quando formos optar pela melhor estratégia para prosseguir.

No mais, torno a salientar, que esse é o momento da colheita, em nossas vidas e do trigo (o ouro da terra). Por isso é um momento de muita festa, mas de muita cautela, pois nossas decisões aqui serão de fato decisivas e definitivas. A Igreja Católica também costuma comemorar a festa do trigo, com o nome de Lamas, durante todo o mês de agosto... Receio não ser apenas coincidência ;).

Nenhum comentário:

Postar um comentário