sábado, 16 de junho de 2012

Hecate - Parte I - A Deusa do Destino

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Estou aqui iniciando uma série de textos (a princípio três) a respeito da Deusa Hécate. Uma Deusa greco-romana e ainda mais antiga que isso, remontando suas origens ao Egito. Considerada Deusa da noite, da morte, da destruição e do destino, Hécate vem sendo reverenciada e temida por muitos séculos e, apesar de muitos bruxos terem certo receio a seu respeito (o que eu considero falta de compreensão), ela é considerada desde longe a grande matrona / senhora da bruxaria e da magia.

Meu interesse com esses textos é iniciar um debate e maior esclarecimento a respeito dela, a quem tenho grande carinho e amizade.


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Deusa da magia, bruxaria, da noite, especialmente das noites sem lua (Lua Escura / lua nova), senhora dos fantasmas e da necromancia, protetora das crianças e dos cães, Hecate é uma deusa de grande poder. Os seus pais, Perses o destruidor e Asteria a estrelada, são titãs, no entanto durante a guerra entre estes e os Deuses ela viria a juntar-se aos últimos sendo uma grande mais-valia.

Por este auxílio Zeus não se poupou na recompensa e concedeu-lhe uma devida parte em todos os domínios, oferecendo-lhe poder sobre a terra, o céu e o mar e, até, sobre o submundo que a Deusa tornou a sua moradia. Mas durante a noite ela ainda sai do submundo e caminha pelo nosso mundo, fazendo-se acompanhar do seu séquito de fantasmas e anunciada pelo ladrar dos cães, os seus animais mais queridos.

O seu nome, pronunciado 'EcáTÊ, significa A Que Opera de Longe, ou A Das Mãos Dançantes, demonstrando o grande poder que a patrona de todas as bruxas, especialmente da perigosa Medeia, possuiu sobre todos nós. No entanto o seu poder de Perseis, a destruidora, é contrabalançada pelo seu aspecto de Atalos, a delicada, que cuida de todos nós, protegendo-nos de assassínio, roubo e mau-olhado, ajudando as crianças a atravessar os perigosos anos da infância sem grandes problemas.

Para além de possuir a chave do mundo, que lhe permite os seus poderes mágicos, Hécate é a guardiã dos cruzamentos, especialmente daqueles de três estradas onde era costume invocá-la durante a noite, em ritos de magia, a que a própria Deusa, ou os seus cães, responderiam. Einodia é o seu epíteto que nos revela a sua mestria sobre as vias e os cruzamentos.

A Senhora dos Cães, Skylakagetis, faz-se sempre acompanhar de um cão muito específico, negro e grande, a que as bruxas de hoje e já as da Grécia, chamariam de familiar. Em tempos esse cão fora Hécuba, mulher do Rei Príamo de Tróia, pai de Heitor e Alexandre, ou Páris, e também de Polidomus, o filho mais novo do casal que Hécuba encontrou esfaqueado, ainda bebé, pelo rei da Trácia aquando da invasão de Tróia. Em raiva a rainha matou o assassino e atirou-se da torre da cidade das muralhas douradas, mas os Deuses tiveram pena dela e antes que tivesse atingido o chão transformaram-na no cão que imediatamente Hécate adotou.

Tal como Ártemis, a sua prima, Hécate é uma Deusa que é representada com um traje curto, mas, ao contrário da primeira, possui duas tochas nas mãos e não um arco.

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