domingo, 18 de março de 2012

Ostara Sabbath

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É o quarto Sabbath da Roda do Ano que se iniciam em Samhain. Sua regência está no reequilíbrio, na consolidação da força. Imbolc que passou trouxe-nos os novos inícios e os novos conhecimentos, agora os frutos começam a aparecer e junto com eles a necessidade de correr atrás, de buscar nossos objetivos (firmados no tempo de Imbolc). A Terra torna a enfeitar-se com graças, flores, frutos, chuvas... O tempo que agora a todos abençoa é um indício de que tudo recomeçou de fato. É também o primeiro dia do ano em que Dia e Noite, Luz e Trevas se igualam, trazendo indícios de um tempo de reflexão e paz.

Ostara ou Eostre: Comemorado em 20 de março, equinócio de primavera (hemisfério norte), representa a completa juventude. 

Assim, Ostara nos mostra o reequilíbrio, a terra já não mais hostil, sensível aos cuidados no campo e na vida. Ostara nos remete a cuidados, e principalmente, a hora de buscarmos nossas metas. Ainda é tempo de reflexão, já que Luz e Trevas se encontram e se equivalem no arquétipo das noites iguais aos dias, e também nos anuncia a prosperidade e a vida. Entretanto, é também tempo de ação, de conquistas e de superação. 

Dentro dos mitos céltico-nórdicos temos a imagem de Eostre, ou Ostar, a Deusa regente desse festival. Deusa da Liberdade, da fertilidade, da vida e dos amores. A lenda diz que nesse momento, Eostre, ainda quente por sua paixão visita os campos para brincar com as crianças, onde ela, para diverti-las, se transforma primeiro em um pássaro e depois em uma lebre (ou coelho) - símbolos de alegria e fertilidade - e, para o espanto de todos, bota ovos coloridos (de onde surgiu nossa vigente tradição pascoal). Assim, esse tempo nos remete à bondade, ao amor, à alegria e à vida.

Entretanto, dentro do calendário Celta, esse tempo também sofre regências de Morrigan, cujo dia se comemora em 19 de março. Morrigan é Deusa da guerra, da morte, da passagem, da fertilidade, dos amores e do sacerdócio. Assim sendo, temos a indicação também de que devemos travar nossas próprias batalhas e correr atrás do que buscamos, mas peregrinar que, apesar de distintas suas regências e histórias, ambas as Deusas nos falam de amor e fertilidade. Na lenda morganiana, esse seria o período em que, após a morte de seu amado CuChulainn, a Deusa se põe a peregrinar ensinando a todos.

Os cristãos comemoravam nessa época (celebrando o equinócio de primavera) a Páscoa, momento de regeneração da Terra e de perdão das dívidas. Posteriormente, sob a influência das tradições pagãs encorporou-se à Páscoa cristã aspectos notoriamente pagãos, como a fertilidade (representada pelo coelho) e a vida (representada pelo ovo), trazendo para suas comemorações o mito de Eostre.

Assim, podemos dizer que grandes símbolos de Ostara sejam as festas, as flores (principalmente jasmins, rosas, lírios, narcisos, violetas, flores-do-campo), a lebre (ou o coelho), o ovo (enfeitado ou achocolatado), as cores em tons pastéis...


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