terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Roda do Ano

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A Roda do Ano é o Grande Calendário Celta, hoje também Pagão em geral. Geralmente é apontada apenas contendo os Sabbats, mas, mesmo ocultos, dela também participam os Esbbats, seja de forma indireta na comemoração dos Sabbats ou de forma direta ao se eleger, solitariamente ou em grupo, a quais comemorar.

É difícil definir em poucas palavras todo esse calendário. Na verdade, só mesmo com a sua prática é possível compreender sua totalidade e entender que ele vai muito além das colheitas e plantio e mais além ainda do que a regência das estações do ano... O que pretendo nessa primeira postagem é estabelecer um resumo simples para uma primeira compreensão e, pouco a pouco, em postagens futuras, vamos discutindo mais e melhor cada ponto desse fabuloso calendário e jeito de encarar a vida. Afinal, é esse o grande fio central que une todas as tradições pagãs como irmãs; pode-se nomear de forma diferentes os festivais, dedicá-los a Deuses com outros nomes e até comemorá-los em datas mais ou menos diferentes, mas todos eles existem, independente de tudo isso com o mesmo propósito central; se tornando então, a verdadeira linha de fé e vivência da fé do paganismo, todo o resto, pode-se dizer, derivaria dessa "linha central".

Atualmente, a Wicca adaptou a antiga Roda ou Espiral do Ano Celta como sendo seu calendário ritual principal. Mas no Reconstrucionismo, a Roda vai sofrer muitas mudanças de acordo com cada povo, cada divindade e cada regência. Isso é normal, não se assuste. O que vou apresentar aqui no blog é o modelo que eu sigo e que muito se aproxima do modelo wiccano, contendo 8 grandes festivais anuais (sabbats), mas alguns grupos druídicos, por exemplo, só comemorarão 4 sabbats. Não se acanhe em pesquisar mais e chegar a sua Roda perfeita.

  • Os Esbbats: 

   Os Esbbats são as comemorações e festejos dedicado à magia, aos aspectos dos Deuses e, sobretudo, aos dias e festas sagrados (dia de cada divindade, por exemplo). Dessa forma existem milhares de Esbbats diferentes, cada um com uma finalidade e festejo bem peculiar. Mas em tradição, principalmente da Wicca, comemora-se, no geral, apenas os Esbbats lunares, desses apenas os da Lua Plena e da Lua Negra se mostram realmente importantes; talvez pelo exato fato da Lua Plena representar a plenitude e a Lua Negra representar o oculto, o Outro Mundo, enquanto a Minguante representa o necessário, a transição , o término ou declínio de algo, já a Crescente é a renovação e o amadurecimento. Desse modo, as duas primeiras luas são os pólos, enquanto as demais são as transições: do oculto a revelação.            Contudo, há algumas luas em que muitos bruxos gostam de festejar. Há discordâncias quanto aos nomes adotados por cada bruxo para designá-las, mas não há discordância quanto as suas funções, poderes e épocas. 


















  • Os Sabbats:



            Os Sabbats[1] são os festejos pelas passagens da vida de uma forma geral. Desse modo, os Sabbats são, de forma mais objetiva que os Esbbats, a comemoração do Ciclo da Vida como um todo e, talvez por isso, eles sejam mais comemorados. Só existem oito Sabbats (podendo esse número oscilar para menos em algumas tradições), desses, quatro são principais e quatro são secundários. Os principais indicam as fases em si, ou os grandes eventos do Ciclo: nascer-crescer-morrer-renascer; já os quatro secundários seriam as transições, complicações e/ou preparações para essas fases. Contudo, apenas dois de fato polarizam as comemorações, assim como as luas, indicando o período “plenitude” e o período “morte”.



[1] É da palavra “Sabbath” que vem o “Sábado”, significando exatamente dia de festa, júbilo.

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